Patricia Aires é consultora independente, parceira de negócios em RH e atua na conexão entre estratégia, pessoas e execução. Com mais de 20 anos de experiência em empresas multinacionais, construiu sua carreira em Comércio Exterior e Operações Globais.
Sobre o Prêmio CIEE de Jornalismo: “Vejo como uma iniciativa muito positiva, principalmente porque o mundo do trabalho está passando por transformações importantes e precisa ser discutido com profundidade. Valorizar o jornalismo que acompanha essas mudanças também é reconhecer a importância de quem ajuda a traduzir temas que impactam empresas, profissionais e a sociedade. Mais do que falar sobre emprego, estamos falando sobre relações de trabalho, desenvolvimento, oportunidades e sobre como as pessoas estão se preparando para um mercado que muda cada vez mais rápido.”
Sobre esta iniciativa e os profissionais que escrevem sobre o “mundo do trabalho”: “Quem escreve sobre o mundo do trabalho tem hoje um desafio grande: ir além das tendências e conseguir mostrar o que realmente está acontecendo na vida das pessoas e dentro das organizações. Existem mudanças na forma de liderar, contratar, desenvolver pessoas e construir carreiras. Nesse contexto, reconhecer profissionais que investigam e dão visibilidade a essas discussões é muito relevante. Um bom jornalismo contribui para ampliar o debate sobre temas que fazem parte da vida e do dia a dia de todos.”
Sobre mudanças tecnológicas e empregabilidade, especialmente entre jovens e profissionais 50+: “A tecnologia está mudando profissões, competências e a própria forma como trabalhamos. Mas acredito que essa discussão não pode ficar restrita à ideia de que algumas pessoas estão mais preparadas do que outras por causa da idade. Para mim, o ponto central é a capacidade de aprender e se adaptar ao longo da carreira. A empregabilidade passa cada vez mais pela combinação entre experiência, atualização, curiosidade e abertura para o novo. Os jovens entram no mercado com mais familiaridade com determinadas tecnologias e estão construindo repertório e experiência profissional. Já os profissionais 50+ carregam vivências e conhecimentos muito valiosos. Em ambos os casos, acompanhar novas ferramentas e formas de trabalhar faz parte de uma realidade que hoje atravessa todas as gerações. O mais importante é não olhar para as diferentes gerações a partir da ideia de conflito, mas como uma oportunidade de construir equipes mais diversas, reunindo diferentes perspectivas e formas de enxergar os desafios. Quando essa diversidade encontra espaço para troca e colaboração, ela enriquece as relações, contribui para decisões melhores e agrega valor às organizações.”


