Hubert Bazquez é natural de São José do Rio Preto, bacharel em administração, atuante no segmento de educação há mais de 30 anos, tanto na docência quanto na gestão de instituições educacionais. CEO da Harven Agribusiness School S/A.
Você já teve a oportunidade de conhecer o Prêmio CIEE de Jornalismo?
“Conheço, sim! Acompanho o trabalho do CIEE de perto e achei fantástica a ideia de criar uma premiação focada justamente em educação e no mercado de trabalho. É o tipo de iniciativa que a gente precisa muito hoje em dia para valorizar a imprensa que traz informação de qualidade. No fim das contas, esse é um debate que impacta o dia a dia de todo mundo: das empresas aos trabalhadores e à sociedade como um todo.”
Você acha que esta iniciativa trará contribuições para fomento das informações sobre o setor e para evidenciar profissionais de qualidade em relação ao tema “mundo do trabalho”?
“A gente vê o mercado de trabalho mudando em uma velocidade absurda e é tecnologia nova o tempo todo, novos modelos de contratação e aquela pressão constante por qualificação. Quando temos um jornalismo sério jogando luz sobre isso, trazendo dados reais, fica muito mais fácil para as empresas, o governo e os próprios profissionais tomarem boas decisões. Além disso, reconhecer o trabalho desses repórteres ajuda a dar destaque para pautas que não podem ficar em segundo plano, como o desafio do primeiro emprego, o trabalho temporário, a inclusão e a convivência de diferentes gerações no mesmo ambiente.”
Como as mudanças recentes no mercado de trabalho estão afetando a empregabilidade, especialmente entre os extremos etários – jovens e 50+?
“Olha, são públicos que vivem realidades diferentes, mas que enfrentam grandes desafios no cenário atual. Os jovens continuam esbarrando naquela velha barreira: “como vou ter experiência se ninguém me dá a primeira chance?”. Para eles, os programas de estágio, aprendizagem e até o trabalho temporário são a verdadeira porta de entrada, além da notada facilidade em lidar com as novas tecnologias.
Já os profissionais 50+ enfrentam uma barreira diferente, que é o preconceito de idade, o chamado etarismo. A ironia é que esse grupo traz justamente o que muitas empresas procuram hoje: inteligência emocional, estabilidade, visão de negócio e muita bagagem para resolver problemas complexos.
O que vejo de mais interessante no mercado agora é o movimento de tentar juntar essas duas pontas. Organizações que conseguem misturar a energia e a inovação dos mais novos com a sabedoria e a visão estratégica dos mais maduros saem ganhando muito em resiliência. O grande desafio hoje é as empresas estruturarem os processos seletivos para que isso aconteça na prática, além de manter todo mundo atualizado independentemente da idade.”

