Como o mercado corporativo enxerga a iniciativa do CIEE – Centro de Integração Empresa-Escola, de realizar um prêmio voltado ao jornalismo que cobre o tema “Trabalho”? Veja a opinião da vice-presidente da Employer Recursos Humanos, Vânia Montenegro:
- Sobre o Prêmio CIEE de Jornalismo – “Acompanho a atuação do CIEE há muitos anos e considero muito positiva a criação de uma premiação voltada especificamente ao jornalismo sobre educação e mundo do trabalho. É uma iniciativa que valoriza o papel da imprensa na disseminação de informações qualificadas e no aprofundamento de debates que impactam diretamente trabalhadores, empresas e a sociedade.”
- Sobre esta iniciativa e em relação aos profissionais que escrevem sobre o tema “mundo do trabalho” – “O mercado de trabalho passa por transformações muito rápidas, impulsionadas por fatores como inovação tecnológica, mudanças demográficas, novas formas de contratação e a necessidade constante de qualificação profissional. Quanto maior for a produção de conteúdo jornalístico sério e baseado em dados, maior será a capacidade de informar a população e apoiar decisões de empresas, trabalhadores e formuladores de políticas públicas. Além disso, reconhecer jornalistas que se dedicam a esses temas contribui para ampliar a visibilidade de pautas essenciais, como inclusão, empregabilidade, aprendizagem, trabalho temporário, diversidade geracional e desenvolvimento profissional.”
- Sobre as mudanças tecnológicas e empregabilidade, especialmente entre os extremos etários — jovens e 50+ – “Os dois públicos enfrentam desafios distintos, mas também econtram novas oportunidades. Os jovens continuam convivendo com a barreira da primeira experiência profissional, embora programas de aprendizagem, estágio e trabalho temporário sejam importantes portas de entrada para o mercado. Já os profissionais com mais de 50 anos lidam, muitas vezes, com preconceitos relacionados à idade, apesar de reunirem competências cada vez mais valorizadas pelas organizações, como experiência, estabilidade, visão estratégica e capacidade de resolver problemas complexos. Ao mesmo tempo, observamos um movimento crescente das empresas em direção a equipes mais diversas, tanto do ponto de vista geracional quanto de competências. Organizações que conseguem integrar diferentes perfis tendem a ser mais inovadoras e resilientes. O desafio está em criar processos seletivos mais inclusivos e investir continuamente na qualificação profissional ao longo de toda a carreira.”

